Blog do Instituto Casa de Autores, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é fomentar a leitura e qualidade dos escritores no Brasil.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Estamos de volta

Olá, amigos!

Depois de uma ausência de alguns meses, a Casa de Autores está revitalizando seu blog. Somos um grupo de escritores de Brasília e propomos, por meio do blog, difundir a leitura e divulgar nosso trabalho.

Os textos que vamos apresentar aqui são de autoria de integrantes da Casa de Autores, ora inéditos, ora trechos de obras nossas já publicadas.

Ao final de cada texto, identificaremos o autor e a obra.

Um grande abraço e esperamos que se juntem a nós nessa deliciosa aventura de escrever e ler.

Clara Arreguy

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Pássaro Azul !!!!




O Passaro Azul 
sabe ser Rei !!!
Olha para perto...
e enxerga o 
que esta longe !!!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tatiana Belinki

Zanone Fraissat/Folhess

Aos 93 anos, Tatiana Belinky responde a perguntas surpreendentes
GABRIELLA MANCINI
DE SÃO PAULO

A escritora Tatiana Belinky, uma das maiores autoras de literatura infantil no Brasil, completou 93 anos no dia 18 de março. Com a idade avançada, ela diz que não pode mais "furar onda ou andar de bicicleta", mas continua fazendo algo que adora: encontrar as crianças.
De tempos em tempos, recebe meninos e meninas em sua casa, no bairro Pacaembu (zona oeste de São Paulo, SP), para bate-papo. A "Folhinha" acompanhou o encontro da escritora com 25 alunos (a maioria com seis anos de idade) do colégio São Francisco Xavier, de São Paulo, neste mês. As crianças tiraram foto, pediram autógrafo, ganharam beijinhos e entregaram um limerique (poeminha divertido em cinco versos) que fizeram especialmente para Tati.
Confira abaixo trechos da deliciosa conversa.
PROFESSORA - Podemos chamá-la de você?
Tatiana Belinky - Claro. A única majestade que conheço é a Dona Palavra. Essa eu respeito e, quase sempre, obedeço.
ALUNOS - Quantas bruxas tem aqui na sua casa?
Ah, já perguntei, mas elas me enganam, mentem. Cada dia dizem uma coisa.
Por que você gosta tanto de bruxa?
Queria ser bruxa quando pequena. Mas depois conheci a Emília e achei que ela era melhor do que bruxa.
Quantos bichos você tem?
São dois cachorros, Max e Tuca, e sete gatos. E cada um com um jeito diferente.
Você tem filhos?
Tenho. E netos, bisnetos. Sou velhinha, viu [risos]? Velhinha, velhinha!
Tem computador?
O computador chegou tarde para mim. Usava máquina de escrever. Hoje escrevo à mão. Uso as duas: a direita escreve e a esquerda conversa com vocês [risos]. Tem canhoto aí? [Um menino diz: "Acho que tenho um canhoto", provocando risos. "O que é canhoto?" Tatiana, sorridente: "Quem escreve com a mão esquerda."]
De qual brinquedo você mais gostava na infância?
Livros. São mágicos, não acabam nunca. Você lê um livro hoje, daqui a três anos lê o mesmo e parece outro, porque você cresceu. Comecei a ler aos quatro anos. Aliás, qualquer criança é capaz disso, se quiser --e se não atrapalharem.
Qual o nome da sua mãe?
Rosa. Ela era muito bonita, mas muito brava também, cheia de espinhos.
Tem namorado?
Todo mundo é meu namorado [risos]. Tive um namorado por 50 anos [diz Tatiana, que é víuva, mostrando a aliança no dedo].
Você se parece com a minha avó porque ela tem cabelos brancos.
Gosto que eles sejam assim, brancos. Não dá para fingir que eu sou loira [risos].

sábado, 17 de março de 2012


LEDO IVO !!!




Viver e' esperar.
os vivos esperam
o fim do mormaco,
um amor, um onibus
e ate mesmo uma flor
amarela e bela
de uma primavera.
Os vivos se cansam
de tao longa espera
Deus nao chega nunca.
A mulher amada
vem sempre atrasada.


Vivir es esperar
Los vivos esperan
el final del bochorno,
um amor, un autobus
e incluso la flor
amarilla y hermosa
de una primavera.
Los vivos se cansan
de tan larga espera.
Dios no llega nunca.
La mujer amada
siempre llega con retraso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OLAVO BILAC !!!



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OLAVO BILAC !!!




Não têm faltado bocas de serpentes, 
(Dessas que amam falar de todo o mundo, 
E a todo o mundo ferem, maldizentes) 
Que digam: "Mata o teu amor profundo!

Abafa-o, que teus passos imprudentes 
Te vão levando a um pélago sem fundo... 
Vais te perder!" E, arreganhando os dentes, Movem para o teu lado o olhar imundo:

"Se ela é tão pobre, se não tem beleza, 
Irás deixar a glória desprezada 
E os prazeres perdidos por tão pouco?

Pensa mais no futuro e na riqueza!" 
E eu penso que afinal... Não penso nada: 
Penso apenas que te amo como um louco!

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000252.pdf

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Carlos Drummond Andrade - 31 de outubro de 1902




As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma meia fujona apareceu na Festa da Família -Jardim de Infância 304 Norte





Procura-se uma meia fujona. Foi a contação da história "Cadê a meia?", de Elba GGomes, no evento Festa de Família, do Jardim de Infância - 304 Norte Tudo aconteceu no dia 16 de setembro.










A história foi partilhada com alunos e mães. As crianças contaram sobre suas meias, o que havia acontecido a muitas delas e desenvolveram as noções de "par", coisas que existem aos pares; peças do vestuário que são pares; partes do corpo humano que são pares etc.






Conversaram com as estrelas e com os peixinhos do mar. A sensação foi escutar dona conchinha com o barulhinho do mar e que contou para elas onde estava a meia. Por fim, descobriram dentro do livro as meias que estavam escondidas em cada página.



Após a contação da história, os pequenos fizeram uma atividade que consistia em formar pares de meias que estavam misturadas.

Iniciativas como essa estão florescendo em todo o DF, o que possibilita a integração da família às diversas atividades desenvolvidas pela escola, inclusive a leitura.