quarta-feira, 21 de abril de 2010
Vaga-lume e Pinta-peidos no Colégio Inei
Eduardo Loureiro Jr. se apresentou, cantando uma de suas canções (Vaga-lume) e lendo uma das crônicas (O menino peida-pinto ou o homem pinta-peidos) do livro Guerreiros Meninos.
Agradecimentos à aluna Carol Gândara, que fez o convite, e à professora Sedna Campos, que viabilizou a apresentação. Também à calorosa plateia, que riu a valer.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Jornal "Hoje em Dia", de 06.04.10,
Hoje em Dia
Manoel Hygino dos Santos
Autor e personagem
Nada mais emocionante do que o autor encontrar o personagem de sua ficção, o ser que imaginara para um conto, novela ou romance, na via pública ou em alguma casa ou bar, nalgum antro ou numa festa de alta sociedade. O fruto da imaginação existe, não era invenção.
Dentre o que li, e muito já esqueci, me impressionou especialmente "O sósia", um dos romances menos importantes de Dostoievski, mas não menos admirável, em minha opinião. Em São Petersburgo (que voltou ao nome original), ia o indivíduo, em noite fria, ao longo da Perspectiva Nevsky, uma avenida larga da imperial cidade, quando observou ser seguido.
Se diminuía o passo, o acompanhante também o fazia, como se o perseguisse. Se acelerava o andar, o estranho o repetia, e assim se desenvolveu a marcha noturna e soturna. Ao chegar à casa em que morava, o personagem deixou-se ser ultrapassado. Aliviado, ingressou na sala, e deparou o estranho seguidor: era ele mesmo, o indivíduo que o seguira ao longo da Nevsky. Uma sucessão de cenas de suspense e expectativa, que haverá de tanger o coração do leitor impressionável.
Há personagens em busca de autor. Como a recíproca é verdadeira.
A escritora Rosângela Vieira Rocha, merecidamente premiada mais de uma vez, escreveu o livro infantil "A festa de Tati", contando a história de uma menina com defeitos genéticos, que despertavam reações diferentes entre as de mesma idade e os adultos. Tati é muito bem descrita.
Eis que foi, há pouco, a escritora a Pirenópolis, uma cidade goiana com tradição de cultura e arte, para participar de uma promoção literária. Lá chegando, visitou uma escola em que os alunos tinham lido o livro, o primeiro que fizera para crianças.
Chegou atrasada e havia muito meninos à espera, alguns acompanhados dos pais e parentes próximos. Para recebê-la, montara-se uma representação da história, com cenário de festa de aniversário, balões pendurados, bolos com velas a serem sopradas, salgados e doces.
A própria ficcionista revela o que sentiu em seguida:
- Qual não foi minha surpresa, muito mesmo, quando vi que a menina que fazia o papel principal era portadora de necessidades especiais, como Tati. Com um vestido em tom carmim, a comprida saia rodada, cabelos cheios de cachinhos, a linda alma estava sentada numa cadeira, no centro da varanda, que servia de palco, enquanto uma aluna atuava como narradora. Havia até uma menina vestida de anjo, apenas mencionado no livro.
Os sentimentos da escritora de Inhapim se aqueciam. Encontrara em vida a criança a que imaginara para sua estreia na leitura infantil. Como sósia de Dostoievski, deve ter-se perguntado: Quem é quem?
- Fiquei olhando muito tempo para Tati, ou seja, Ala na, enquanto pensava que uma leitura tão literal e, ao mesmo tempo, tão espontânea, dificilmente ocorreria numa escola de uma grande cidade. Provavelmente as pessoas teriam medo de resvalar no mau-gosto ou no "politicamente incorreto".
No entanto, era uma localidade do interior de um estado sem mar. "Em Santo Antônio, em Pirenópolis, não: orgulhosa de ser a rainha da festa. Alana exibia o seu melhor sorriso, de dentes claros e curtos. Estava deliciada, aliás, estavam, ela e sua mãe, que também tem necessidades especiais. A mãe levou dois bolos, feitos por ela mesma, em formato de coração, e no final do encontro agradeceu minha presença, usando microfone e tudo. Alana apagou as velinhas, como a Tati, e no final até eu, a autora, confundia as duas, a menina e a personagem."
Como Alana, ou Tati, agarrada à cintura, a ficcionista meditou sobre os caprichos da vida, suas contingência e circunstâncias. Teve de conter-se para não chorar. Percebeu que Ala na não era discriminada na escola e aquela tarde em Santo Antônio foi o seu momento de glória, a estrela da festa.
Concluiu: valeu a pena escrever o livro, reconhecido o mérito pelo editor, também sensível aos episódios do cotidiano, tão comuns às vezes, mas que tocam profundamente o coração.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Prêmio Pontinhos de Cultura - 2010
Inscrições até 22 de abril
Constitui objeto do presente Edital conceder até 300 (trezentos) prêmios no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) cada, a entidades sem fins lucrativos, legalmente constituídas, e instituições governamentais estaduais, distritais e municipais que atuem na(s) área(s) sócio-cultural-artístico-educacionais referentes à Crianças e Adolescentes, ou que estejam envolvidos em parceria com escolas, universidades públicas ou demais instituições com o objetivo de promover uma política nacional de transmissão e preservação da Cultura da Infância e da adolescência, por meio de projetos e ações que assegurem seus direitos segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Confira aqui o edital n°3 e os anexos
Qualquer dúvida,entrar em contato com a Coordenação Geral de Cultura e Cidadania pelo endereço eletrônico cidadania@cultura.gov.br ou pelo telefone (61) 3901.3907.
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J3
Prêmio VivaLeitura - 2010
Prêmio VivaLeitura - 2010
Inscrições até 02 de julho
Atualizado em 25 de março de 2010
Valorizando a leitura
Desde 2006, a Fundação Santillana patrocina e executa o Prêmio VivaLeitura, instituído pelo Ministério da Educação (MEC), Ministério da Cultura (MinC) e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). Trata-se de uma iniciativa de incentivo e fomento à leitura que conta com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL).
Nas três primeiras edições, o prêmio contabilizou mais de sete mil projetos inscritos, que concorreram em três categorias: Bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; Escolas públicas e privadas; e Pessoas físicas, universidades, faculdades e instituições.
O Prêmio VivaLeitura integra a filosofia da Fundação Santillana, cuja trajetória sempre foi a de apoiar experimentos inovadores na educação e na cultura.
A duração inicial prevista para o Prêmio VivaLeitura será de dez anos (2006-2016). O sucesso da premiação levou à ampliação de sua base geográfica para outros países da América Latina. A Argentina, por exemplo, já teve uma primeira edição.
Confira aqui o regulamento e inscreva-se
Mais informações: http://www.premiovivaleitura.org.br/
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J3
Minc abre Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Edital Nº 1/2010
Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - Edital Nº 1/2010
Para viagens em maio, inscrições até 11 de abril
Atualizado em 30 de março de 2010
A Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic/MinC) disponibilizou o edital do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural 2010 para auxilio financeiro a viagens que ocorrerão nos próximos oito meses.
Com recursos oriundos do Fundo Nacional da Cultura (FNC), a ação tem como objetivo promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira nos diversos segmentos culturais.
O aporte total de R$ 2,4 milhões permitirá custear despesas com transporte de artistas, técnicos e estudiosos convidados a participar de eventos prioritariamente culturais, promovidos por instituições brasileiras ou estrangeiras, de reconhecido mérito. O apoio poderá ser pleiteado para possibilitar apresentação de trabalho próprio, participação em cursos de capacitação e residência artística.
O prazo das inscrições está condicionado ao seguinte cronograma:
| Viagens previstas para: | Encaminhamento das solicitações até: |
| Maio | 11/4/2010 |
| Junho | 2/5/2010 |
| Julho | 31/5/2010 |
| Agosto | 15/6/2010 |
| Setembro | 30/6/2010 |
| Outubro | 31/7/2010 |
| Novembro | 31/8/2010 |
| Dezembro | 30/9/2010 |
Atenção:
- O prazo para as inscrições é referente a data de início da viagem, não do evento.
- Grupos não instituídos juridicamente devem apresentar candidatura em nome da pessoa física responsável pelo grupo.
- A solicitação não poderá ultrapassar o valor total de R$ 52.500,00 sob pena de ser indeferida, observados os subitens 9.15, 1.6.1, 1.6.2, 4.7 e 5.1 do edital.
- Conforme estipulado no item 8, a apresentação de proposta de contrapartida cultural é obrigatória.
- Caso algum integrante não possua CPF, o campo deverá ser preenchido com o CPF de seu responsável legal.
- Caso não haja informação a ser inserida em campo obrigatório, deve-se preencher com a seguinte indicação: N/A (não se aplica).
Atendimento ao público:
E-Mail: fomento@cultura.gov.br
Telefones: (61) 2024-2146 / 2077 / 2097 / 2239 / 2118
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J3
quarta-feira, 24 de março de 2010
Programa Nacional de Bolsas para Autores com Obras em Fase de Conclusão
24 de fevereiro de 2010
Programa Nacional de Bolsas para Autores com Obras em Fase de Conclusão
Inscrições até 31 de março
Atualizado em 01 de março de 2010
Com o objetivo de incentivar a criação literária nacional, a Fundação Biblioteca Nacional concede Bolsas para Autores com Obras em Fase de Conclusão. Em reconhecimento à qualidade literária e técnica de seus textos, esta concessão de bolsas visa a estimular o escritor a concluir obra de sua autoria.
Mais informações: (21) 2220-1987 / Georgina Staneck
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J3
quarta-feira, 17 de março de 2010
Crônica sobre a II Flipiri, de Rosângela Vieira Rocha
De livros e de estrelas
Rosângela Vieira Rocha*
Ladeando o tapete vermelho, aos gritos de "Eliane, Eliane", a multidão aguardava na entrada do Cine Pireneus, levantando o abano com a foto da jovem belíssima, misto de Ingrid Bergman e Grace Kelly. A espera não foi longa, mas suficiente para que eu evocasse a visita de Juscelino Kubitscheck a Inhapim, minha terra, quando eu era criança. Senti uma emoção parecida e o mesmo arrepio eriçando os cabelos dos braços.
De repente, no início da rua fechada para o trânsito, surgiu Eliane Lage, a homenageada da II Festa Literária de Pirenópolis, Goiás, primeira atriz da lendária companhia cinematográfica Vera Cruz, hoje uma senhora idosa, vestida de maneira muito simples, que ainda conserva o porte majestoso e a firmeza de quem foi criada ao ar livre. Acompanhava-a o Secretário de Cultura de Pirenópolis, Gedson de Oliveira, e Iris Borges, da Arco-Íris Distribuidora de Livros e coordenadora do grupo Casa de Autores. Na entrada, o escritor Ignácio de Loyola Brandão esperava a insigne dama, para conduzi-la ao cinema, onde logo depois iria saudá-la, com sua oratória original e bem-humorada.
Ao entrar no auditório, Eliane foi presenteada pelo Prefeito da Cidade, Nivaldo Melo, com uma placa comemorativa. Tive vontade de ler o que estava escrito nela, mas não tive oportunidade de fazê-lo.
Algum tempo antes, havíamos assistido ao filme "Sinhá Moça", estrelado por Eliane e Anselmo Duarte. A fotografia é belíssima e o desempenho dos atores formidável. Pena que o som do DVD estivesse tão ruim, realmente inaudível. E ainda nos demos ao luxo de contar, na sessão, com a presença sempre estimulante do cineasta Vladimir Carvalho.
Naquela memorável noite de 13 de março terminava a II Flipiri, que começou oficialmente no dia 11, embora vários escritores do grupo Casa de Autores tivessem iniciado as atividades no dia 10, que incluíam visitas a escolas na área rural, para contar histórias e conversar com as crianças sobre livros e leitura.
Não é fácil falar sobre Eliane, que teve e continua tendo várias vidas em uma só, tal a diversidade de suas experiências. Para começar, nasceu em Paris e passou a infância numa pequena ilha da Baía da Guanabara, de propriedade de sua família, acompanhada apenas por uma severa governanta inglesa e uma infinidade de pássaros.
Quase foi adotada oficialmente por Yolanda Penteado, conviveu com a alta sociedade, à qual pertencia, brilhou como atriz e deixou o cinema ainda jovem, por que quis. Teve uma série de atividades, foi guia de turismo, professora, trocou experiências com religiosos como Dom Pedro Casaldáliga, a quem ensinou Português, com Dorothy Stang, a freira assassinada em 2005, foi fazendeira e, na maturidade, adotou Pirenópolis como sua cidade. Eu precisaria de algumas centenas de páginas para contar a sua história. O que seria perda de tempo, pois ela mesma o fez com fluência e habilidade, no livro "Ilhas, Veredas e Buritis", prefaciado por Ignácio de Loyola Brandão. Acrescente-se a tudo isso o fato de Eliane ser fisicamente muito parecida com minha avó Júlia, embora esta fosse mais morena.
Na noite anterior, o laureado acadêmico Moacyr Scliar falou sobre Literatura e Cinema, com a calma e a serenidade que lhe são peculiares. Aliás, quando comentei com um grande amigo, o escritor Menalton Braff, que Ignácio e Moacyr compareceriam à II Flipiri, ele disse que eu estaria em ótima companhia, pois "o primeiro é o escritor mais generoso da literatura brasileira e o segundo é o grande cavalheiro das nossas Letras". A mesma opinião foi expressa, em outras palavras, pelo escritor e tradutor Chico Lopes, residente em Poços de Caldas.
Nos demais dias, os vinte e dois autores que compõem o grupo Casa de Autores participaram de oficinas, debates, contaram histórias, fizeram palestras, lançaram livros. André Neves, escritor e ilustrador pernambucano, foi um dos convidados da Festa. A editora Miriam Gabbai, do Instituto Callis, falou aos professores sobre o uso da biografia na sala de aula. Um grupo de escritores de Goiânia, coordenado por Luiz de Aquino, discutiu gêneros literários. Participaram também, como era de se esperar, autores da própria cidade.
Dei várias oficinas para adultos e crianças, li contos, discuti histórias, propus que os participantes escrevessem novos finais para algumas delas, mas, um encontro, em especial, me marcou muito: levada pela fotógrafa Ana, ótima motorista, habituada a atravessar riachos e dirigir em estradas de terra, fui ao povoado de Santo Antonio, distrito de Pirenópolis, visitar uma escola onde os alunos tinham lido o meu livro infantil "A festa de Tati". Tenho muito carinho por esse livro, lançado em 2008, o primeiro que escrevi para crianças, cuja personagem principal é uma menina com necessidades especiais.
Chegamos atrasadas e havia muitos meninos à nossa espera, alguns acompanhados dos pais e parentes próximos. Para me receber, alunos e professores haviam montado uma espécie de representação da história, com cenário de festa de aniversário, balões pendurados, bolos de velas, salgados e doces etc. Qual não foi minha surpresa, susto mesmo, quando vi que a menina que fazia o papel principal era portadora de necessidades especiais, como a Tati. Com um vestido em tom carmim, a comprida saia rodada, cabelos cheios de cachinhos, a linda Alana estava sentada numa cadeira, no centro da varanda que servia de palco, enquanto uma aluna atuava como narradora. Havia até uma menina vestida de anjo, que é apenas mencionado no livro. À medida que o conto evoluía, alguns alunos repetiam as falas das pe rsonagens.
Fiquei olhando muito tempo para a Tati, ou seja, Alana, enquanto pensava que uma leitura tão literal e ao mesmo tempo tão espontânea dificilmente ocorreria numa escola de uma grande cidade. Provavelmente as pessoas teriam medo de resvalar no mau-gosto ou no "politicamente incorreto". Em Santo Antonio, não: orgulhosa de ser a rainha da festa, Alana exibia o seu melhor sorriso, de dentes claros e curtos. Estava deliciada, aliás, estavam, ela e sua mãe, que também tem necessidades especiais. A mãe levou dois bolos, feitos por ela mesma, em formato de coração, e no final do encontro agradeceu minha presença, usando microfone e tudo. Alana apagou as velinhas, como a Tati, e no final até eu, a autora, confundia as duas, a menina e a personagem.
Um tio de Alana, com mãos de quem labuta na roça, tirou fotos dela comigo, explicando que eram para o álbum da sobrinha. Depois alguém tocou uma música sertaneja dedicada a mim, conversei com alunos, pais e professores, sempre com Alana rindo, agarrada à minha cintura.
Como tenho facilidade para chorar, tive de me conter naquela tarde. Mas chorei grandes lágrimas para dentro, ao ver como a inclusão, tema tão em voga atualmente, pode ocorrer com naturalidade e alegria. Alana não é discriminada na escola, aquela tarde representou o seu momento de glória, ela foi a estrela da festa. Para ver isso de perto, ainda que fosse só isso, já teria valido a pena escrever o livro.
Na volta, pensei o tempo todo na menina, e agradeci em pensamento ao editor Fernando Franco, que teve a sensibilidade de dimensionar o potencial da Tati e de acreditar em mim, me dando a oportunidade de iniciar a carreira de escritora de livros infantis.
Voltei de Pirenópolis com a certeza de que a II Flipiri, que deu um grande salto em relação à primeira, realizada em 2009, é fato consumado, veio mesmo para ficar e estimular a cultura e a arte do Centro-Oeste. Especialmente se continuar contando com o apoio de pessoas como as da atual administração da cidade, entre as quais se destacam o incansável Gedson de Oliveira, Secretário de Cultura, e a Secretária de Educação, Márcia Áurea de Oliveira, organizadora das oficinas na cidade e nos distritos, e com o patrocínio dos órgãos públicos e entidades estaduais e federais, é claro. O Sudeste tem a Flip. Por que a Flipiri não pode se transformar na Flip do Centro-Oeste?
Para isso, nenhuma cidade da região me parece tão apropriada quanto Pirenópolis, por sua infraestrutura e por suas características: onde mais encontraríamos um lugar que cheira a murta e jasmim, que tem gosto de biscoitos de queijo e rosquinhas de nata, colorida como o seu artesanato, brilhante como suas jóias de pedras e prata?
*Rosângela Vieira Rocha é escritora, jornalista e professora e membro do grupo Casa de Autores desde sua criação.