Blog do Instituto Casa de Autores, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é fomentar a leitura e qualidade dos escritores no Brasil.

sábado, 18 de setembro de 2010

GIOVANNI E GIOVANNA

Giovanni era apaixonado por Giovanna !!!

Um belo dia brigaram !!!

Giovanni pediu para publicar uma carta dele !!!


Giovanna,

imagino que vc ainda esteja enrolada

o tempo passou...

já teve prorrogação

Penaltis...

e acho que entramos no terceiro tempo.

fiquei sem entender...

mas talvez seja assim mesmo..

nem tudo é mesmo para entender...

a minha viagem foi extraordinária...

talvez tenha aprendido 

a observar melhor o cenário !!!


escrevo talvez, pois no fundo 

sinto dificuldade de constatar

realidades que não coincidem 

com o que o meu coração enxerga...

dai o nó generalizado dentro do meu corpo, 

leia-se 

coração/cérebro ! 

ou 

cérebro/coração !!

tanto faz quando a confusão persiste...

mas chega um momento em que 

o cenário fala por si só !!!

o famoso :

" sem palavras "

que é sempre dolorido
 
quando sabemos a importância das palavras
 
mas é sempre uma forma gentil 

de dizer, não dizendo !

Porem aumenta-se a tristeza
 
descobrindo que o espaço construído

entre o coração e o cérebro,
 
ou vice-versa

foi uma ficção piorada 

dos romances de cavalaria !!!

Portanto nossas alegrias ao constatar...

que a Vida se parece tanto com os livros

e os livros tão parecidos com a vida...

Por fim sempre um agradecimento :

Obrigado Dom Quixote !!!

Obrigado Cem anos de Solidão !!!

Obrigado Les Miserables !!!

Obrigado Mil e uma Noites !!!

Obrigado Casanova !!!

sábado, 11 de setembro de 2010

CHOCOLATE LITERÁRIO



No dia 9 de setembro de 2010, os escritores Alexandre Lobão, Clara Rosa e Eduardo Loureiro Jr. participaram, como homenageados, do V CHOCOLATE LITERÁRIO, evento promovido anualmente pela Escola Classe 02, de Ceilândia.




Somos gratos à Fátima, à Maristela, aos professores e funcionários da escola, bem como a todas as crianças, pela receptividade e pelo belo espetáculo que nos ofereceram.

Vida longa ao Chocolate Literário!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

CONCORDAR OU DISCORDAR !!!!



Ninguém é tão alto,
Que um dia não possa descer,

Ninguém é tão baixo,
Que um dia não possa crescer.

Ninguém é tão teimoso,
Que um dia não possa consentir,

Ninguém é tão falante,
Que um dia não possa se calar,

Ninguém é tão resistente,
Que um dia não possa sorrir.

Ninguém é tão fraco,
Que um dia não possa parar.

Ninguém é tão forte,
Que um dia não vá sofrer.

Ninguém é tão depressivo,
Que um dia não possa amar.

Ninguém é tão pé no chão,
que um dia não possa voar.

Ninguém é tão descrente,
Que um dia não possa acreditar.

Ninguém é tão solitário,
Que um dia não possa precisar de ajuda.

Ninguém é tão inteligente,
Que um dia não possa mudar.
.
Ninguém é tão não,
Que um dia não possa ser um sim.

Ninguém escreve tanto,
Que um dia não possa descobrir o FIM.

Ninguém é tão ninguém,
Que um dia possa se considerar como alguém.

Ninguém é tão 0,
Que um dia não possa ser 100.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

ANGELA E ANGELO

ANGELA PEDIU PARA ANGELO
ESPERAR SETE DIAS E SETE NOITES
ERA O PRIMEIRO TESTE QUE ELA FARIA COM ELE...
SE ELE RESISTISSE, PASSARIA PARA A SEGUNDA FASE...
CASO NÃO, SERIA ELIMINADO PARA SEMPRE...
ANGELO NÃO CONHECIA MUITO BEM AS REGRAS DO JOGO..
MAS QUERIA A ANGELA...
FARIA QUALQUER TESTE...
ANGELA QUERIA PROVAR PARA ELA MESMO
QUE NINGUEM QUE AMA 
PODE RESISTIR ...
A SETE DIAS E SETE NOITES...
NEM ELA RESISTIRIA...
TEMPOS MODERNOS...
ONDE O QUE VALE É A AUSÊNCIA...
QUANTO MAIS TEMPO VC CONSEGUIR FICAR SEM O OUTRO...
FICA PROVADO E COMPROVADO, 
QUE VAI TER UM ÓTIMO RELACIONAMENTO... 
QUE VC PODERÁ VIVER MUITO BEM COM O OUTRO...
PARA SEMPRE...
IMAGINEM VOCES QUE ESSE ERA APENAS...
O PRIMEIRO TESTE...
DAQUI A SETE DIAS SE ANGELO SOBREVIVER
ESCREVO O SEGUNDO TESTE...
TORÇAMOS PARA ELE...
E PARA ELA TAMBEM PARAR 
DE FAZER ESSES TESTES...

sábado, 26 de junho de 2010

O MUNDO SITIADO DE ROCHA

 

Rubens Shirassu Jr.

 

 

Desnudamento de um mundo descaracterizado e amorfo

 

 

É preciso ler muito devagar os contos de Pupilas Ovais, de Rosângela Vieira Rocha, para entrar nesse plano estilístico singular e envolvente. Uma vez nele, cremos que o leitor sentirá o mesmo encanto sombrio que sentimos. Romancista e contista, situa-se tanto entre os escritores metafísicos como entre os pesquisadores formais, como uma obra que lhe assegura um lugar de vanguarda na literatura brasileira contemporânea.

São histórias cinzentas, de casinhos miúdos, como miúda e cinzenta era a vida brasileira na época. Os contos desta fase de Vieira não arrastam seus leitores por aventuras emocionantes, não bisbilhotam a vida de pessoas ilustres, nem dão maior realce à vida sentimental dos personagens. Nada disso. A autora continua a discorrer sobre os costumes, manias, coisas aparentemente desimportantes, vividos por pessoas comuns. Mas algo de diferente há...

Essas pessoas comuns encontramos nos primeiros parágrafos dos contos de Rosângela, tornam-se absolutamente extraordinárias quando acabamos a leitura e fechamos o livro. O que as torna especiais e extraordinárias? A forma pela qual Rocha as constrói: devargazinho, na frente de nossos olhos, frisando um gesto, um jeito especial de falar, uma ação esboçada, mas não concluída. Ao fim da leitura, vemo-nos no personagem e sentimos nele também o homem brasileiro do século 20 e 21. O personagem da contista de Brasília é o Homem de sempre.

Criando seus personagens, Rosângela nada lhes perdoa: as mesquinharias pequenas e grandes, as indecisões, o oportunismo disfarçado, a falsa devoção e a moral de fachada. Rosângela é implacável e irônica, não ocultando o seu desencanto e, talvez, desencantando o leitor. Não com o livro, mas com a vida. Rocha desnuda as falsas virtudes, os interesses escusos, a caridade ostensiva, tudo, enfim, que constitui o avesso de uma vida socialmente digna e respeitável.

Como um contador de casos que sabe tomar distância do que conta, e que sabe, também, manter o leitor à distância. Afinal, é necessário um certo afastamento do objeto para que se possa ter um ângulo de visão mais abrangente. Nada de envolvimentos, nada de parcialismos.

A brasilidade de Rosângela consiste na fidelidade com que traz para seus contos todo o ambiente da sociedade urbana do interior brasileiro, miniaturizada nos diálogos, nas descrições sem tempo e espaço. Rocha recria, em seus contos, o mundo mineiro (e brasileiro) de uma sociedade arcaica, cujos hábitos antigos e cerimoniosos e cujas atitudes convencionais dissimulavam, na boa educação e nos modos polidos, toda a violência de uma sociedade com devidos créditos à escravidão, onde o apadrinhamento e o "jeitinho" solucionavam, sempre que necessário, as situações geradas por uma estrutura social assentada nos privilégios e numa visão desigual dos bens.

A contista, em seus melhores momentos, reflete esta sociedade dura e desapiedada, preconceituosa quanto à cor e à posição social. Aos olhos do leitor houve apenas uma simples mudança de fachada, pois os alicerces do tempo do Império continuam os mesmos.

A obra de Rosângela cria uma dimensão do real no qual o lugar-comum e a impotência do indivíduo (que vive destes mesmos lugares-comuns) acabam por criar uma imagem de um universo atípico, carente de heróis e de qualquer solução que salve o homem do marasmo do cotidiano. Mergulhados nos meandros do labirinto vivencial, os seres anulam-se, deparando-se com um grande vazio, geralmente representado pelo sonho destruído, que seria a resposta as suas inquietações. Em síntese, Rocha aborda uma sociedade que exige do indivíduo o cumprimento de uma série de normas em nome do bem-comum, para que ele faça jus a seu status de cidadão. Contudo, como verificaremos mais tarde, quer haja ou não esse cumprimento, o destino de todos os personagens é a solidão e a perda da identidade.

De tudo o que se analisou, fica evidente que a grande contribuição de Rosângela Vieira Rocha, para a literatura brasileira, reside no desnudamento de um mundo descaracterizado e amorfo, cujos seres se alienam, conduzidos por clichês que lhe são impostos por toda uma estrutura, voltada apenas para o consumismo e para o imediatismo existencial, embora lhes acene exatamente com o contrário: o amor idealizado, a felicidade conjugal, etc. Acresce que Rocha não se compraz com a linguagem enganadora de uma certa literatura, que faz do sentimental o instrumento que aliena o leitor, sob o pretexto de defender justas causas sociais. Nela, tudo é contundente: as meias-tintas são abolidas, a piedade é sempre filtrada pela sua veia jornalística, descritiva, cerebral e a concisão estrangula a grandiloquência.

Neste sentido, nada mais faz do que continuar uma tradição, cujas fontes, centradas no fluxo de consciência, remontam a autores de épocas diversas da literatura inglesa e brasileira: Katherine Mansfield, Jane Austen, Virgínia Woolf, Clarice Lispector, Lúcio Cardoso e Ana Cristina César. Tais figuras produziram suas obras procurando afastar-se dos mitos literários e clássicos a nós impingidos.

 

( Texto publicado no blog www.BocaLivre.myblog.com.br no portal www.click21.com.br )

 


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vaqueiro Voador entre os 50 Brasília escritos sobre Brasília, do Correio Braziliense

O Correio Braziliense publicou, em 2 de maio de 2010, uma matéria intitulada Brasília em 50 escritos, assinada por Marina Severino.

 

Um dos 50 escritos é o Romance do Vaqueiro Voador. Abaixo, transcrevo a introdução da matéria e a parte que fala do meu livro.

 

A literatura sobre Brasília registra momentos anteriores à concepção. Desde o século 19, os ideais de interiorização da capital brasileira ecoavam em estudos, debates políticos e sonhos — o de Dom Bosco, mesmo que nublado, aqueceu os idealistas, enquanto Olavo Bilac, de forma incisiva, incentivava em 1905 a exploração de riquezas no interior do país.
Dos anseios modernistas e críticas à saga de Kubitschek no Planalto Central, Brasília surge em ensaios, poemas, romances e discursos como símbolo do futuro nacional. Depois de inaugurada, é descrita por visitantes como capital da solidão, marcada pelo contraste do concreto com a terra vermelha. Entre os ilustres, Clarice Lispector, Iuri Gagarin, Nelson Rodrigues e Simone de Beauvoir expressaram o choque causado pela magnitude da construção à primeira vista.
De dentro para fora, pioneiros exibiram, a partir de 1960, o lado cotidiano da construção, a movimentação na Cidade Livre e na Vila Planalto e o ritmo ainda calmo das asas Sul e Norte, seguidos de denúncias sobre a falta de segurança e abismo social que surgiu da explosiva lotação das cidades satélites.
Plural e poética, a literatura sobre Brasília serve ainda a novos visitantes, uma geração que a enxerga urbana, com o ritmo apressado das grandes cidades e o diferencial de representar, em um mesmo espaço, as mais variadas nuances da identidade nacional.
(...)

Romance do Vaqueiro Voador, de João Bosco Bezerra Bonfim
Em formato de literatura de cordel, a narrativa apresenta um retirante que trabalhou na obra das torres do Congresso Nacional. Durante um dia de trabalho, o "vaqueiro endiabrado/ Vaquejando no cimento" cai do alto da construção, de onde até hoje se pode ouvir seu lamento sofrido.

 

A matéria completa pode ser vista em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/05/02/diversaoearte,i=190052/BRASILIA+EM+50+ESCRITOS.shtml

 
João Bosco

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